Quando percebo que perdi o controle sobre as coisas que deveria controlar, me ataca a rinite. É praticamente instantâneo. A única coisa que me deixou feliz hoje - além de saber q meus filhos estão lindos e saudáveis - é ter menos 2kg. Sim, pesei na balança cruel do banheiro mais cedo.
O desgraçado do boneco roxo riu hoje umas 5 vezes. Inacreditável. Não senti medo ainda. Eu disse AINDA, por hoje. Às vezes acho que ele tá rindo da minha cara. É possível mesmo que esse cara esteja debochando de mim. Tô uma pilha hoje. Tudo dando errado. Porque eu não entendo de uma vez por todas que licença-maternidade é pra cuidar do bebê MESMO e páro de querer ajudar à todos os pedintes? Porque eu não páro uma vez na vida de querer resolver os problemas dos outros e resolvo os meus que já são muitos? Meu nariz não pára de coçar. Que saco! Ainda bem que comprei 3 caixas de lenço. Duas do Rei Leão e uma das Princesas. 99 centavos no Mundial...
Sinceramente, vontade de dormir e acordar amanhã um pouco cruel. Amanhã não quero querer ajudar a ninguém, só fazer o que estiver ao meu alcance, POR MIM MESMA que tô ficando por último. Ainda não retifiquei meu IR 2006 e fico querendo abraçar o mundo com as pernas! Alguém me interna, por favor!! Alguém me faz entender que eu tenho que aprender que não posso tudo! EU NÃO SOU A MULHER MARAVILHA! Até porque a mulher maravilha não tem espinhas e eu tenho 3 e tô secando com nicotinamida 4%.
quarta-feira, 4 de julho de 2007
terça-feira, 3 de julho de 2007
O boneco roxo - parte II
Esta madrugada minha mãe disse que acordou com a gargalhada do roxão. Disse que estava tendo um sonho ruim e acordou com a gargalhada. Deus do céu! Preciso dar um fim nesta maldição.
O boneco roxo, berinjela, esquisito... poltergeist
Minha filha ganhou um boneco roxo, pelúcio, com um sorriso largo e olhos grandes. Jeitinho de monstro fofo. Melhor, jeitinho de monstro tentando ser fofo. Ou jeitinho de fofo pra fingir não ser monstro. O que ele faz de interessante? Bem, ao apertar uma de suas mãos ele treme todo, gargalha e diz: "Pára! Ai que cócegas!" - Nina deu atenção no primeiro dia, depois esqueceu o roxão. Bem, o fato é que um dia, numa das viagens do meu marido em que eu dormia em casa sozinha (odeio) com as crianças, o monstro berinjela soltou uma gargalhada às 3 da madruga. Dei um pulo da cama, assustada. Durmo com a porta deles aberta e a babá-eletrônica ligada. Imaginem o tamanho do salto que dei... Corri até o quarto (me cagando de medo, lógico), peguei o desgraçado e o "escondi" no quarto de empregada. Mãe não tem nem direito de ter medo! Lembrei de uma história que Dr. Fábio contou sobre um boneco que nosso amigo Pacheco havia dado para o filho e que também fazia essas artes sozinho, sem ser tocado por seres humanos... Tive medo. Acho sim que existem bonecos poltergeist. Pensei em dá-lo à netinha da minha empregada mas achei que seria uma tremenda sacanagem. Parece aqueles finais de filme de terror da infância onde a maldição era sempre passada adiante, para uma nova família com criancinhas inocentes e musiquinhas macabras pra dar o clima. Fade out. Cruz credo...
segunda-feira, 2 de julho de 2007
Rabo de Foguete
Quando eu era criança e ouvia dizer que alguém havia “sumido”, imaginava a pessoa agarrada num rabo de foguete, num cometa, esfregando a lâmpada do Aladim, sei lá. Sempre achei que quando fosse adulta, faria igual. Precisei crescer para entender que por mais que se deseje, sumir é algo impossível. Deixar de existir deveria ser um desejo indesejável já que não pode ser cumprido. E comecei a pensar na infinidade de coisas que desejamos quando somos crianças e que quando crescemos somos obrigados a engolir a dura verdade da inexistência e da impossibilidade de realizar. Papai Noel, por que me abandonaste?
quinta-feira, 5 de abril de 2007
POEIRA
Vejo fotos de uma época onde ríamos de tudo.
Ou quase.
Fotos felizes cobertas de poeira.
Era uma época onde as portas não eram batidas.
Você procura papéis barulhentamente,
enquanto eu - tentando manter a calma -,
irritantemente enrolo a pontinha da fronha.
Vontade de ter uma resposta para cada vazio.
Vontade de ter o filho,
de ter paz,
de ter paciência ao quadrado.
Você se transformou num cara mudo, surdo e impaciente.
E reclama que eu não falo mais.
E eu quase grito!
O mais triste é que acho que a culpa é minha.
Não sei o que fazer pra voltar no tempo.
Você soca a tampa da garrafa na cozinha.
Ouço do quarto.
Bate a porta do banheiro de empregada.
Ouço do quarto.
Faz cara de quem sumiu, ou morreu.
(sinto do quarto)
Eu ainda estou aqui.
Talvez seus papéis estejam onde sempre estiveram:
na sua mesa do trabalho.
E eu - até quando? - estou aqui.
Ou quase.
Fotos felizes cobertas de poeira.
Era uma época onde as portas não eram batidas.
Você procura papéis barulhentamente,
enquanto eu - tentando manter a calma -,
irritantemente enrolo a pontinha da fronha.
Vontade de ter uma resposta para cada vazio.
Vontade de ter o filho,
de ter paz,
de ter paciência ao quadrado.
Você se transformou num cara mudo, surdo e impaciente.
E reclama que eu não falo mais.
E eu quase grito!
O mais triste é que acho que a culpa é minha.
Não sei o que fazer pra voltar no tempo.
Você soca a tampa da garrafa na cozinha.
Ouço do quarto.
Bate a porta do banheiro de empregada.
Ouço do quarto.
Faz cara de quem sumiu, ou morreu.
(sinto do quarto)
Eu ainda estou aqui.
Talvez seus papéis estejam onde sempre estiveram:
na sua mesa do trabalho.
E eu - até quando? - estou aqui.
terça-feira, 6 de março de 2007
TRANQUEIRAS CHIC
Meu marido vive implicando pq eu adoro juntar tranqueira!! Sabe uma coisa q eu adoro? Sacola!! Tenho uma infinidade delas!! Daí ele fala: "Nenê, pra q vc precisa de tanto saco??" - e a minha resposta justificando: "e se a gente precisa visitar alguém e levar uma coisinha? Vamos levar num saco de supermercado? Não! Levo numa bolsinha da Zara!" – Homens jamais compreenderão tamanha sagacidade e requinte.
Escrito em 2006. Não lembro o mês.
Escrito em 2006. Não lembro o mês.
GRIPE
Dormi mega mal esta noite. Um super calor, ventilador ligado. Dor de garganta, nariz entupido e cabeção... Levantei umas 8 mil vezes para regular a intensidade do vento. Frio, frio... Calor, calor... Frio, frio... Levantar, fazer xixi, conferir a temperatura da Nina, verificar a entrada de luz por entre a cortina... Será q estou neurótica além de cabeçuda? O último xixi é feito quando já é quase dia. Dá tristeza saber que em pouquíssimas horas estarei de pé. Saudade de quando eu era adolescente e podia dormir mega muito. Ah, se as crianças entendessem isso... e se os adolescentes compreendessem o quão felizes são por poderem dormir... Se eu pudesse escolher um dia de sono para reviver seria um ocorrido numa ida para Teresópolis. Lembro de ter ido dormir cedo e acordar no final da tarde do outro dia! Totalmente refeita! Ai, ai... Delícia. Abençoadas sejam as noites bem dormidas!!
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