segunda-feira, 15 de outubro de 2007
PARA VIVER EM PAZ
Para uma convivência de paz sobre a Terra o homem só precisaria respeitar algumas regras básicas: Os Dez Mandamentos e o Hino de seu país. É tão pouco, tão simples, tão óbvio e mesmo assim, ninguém enxerga.
LOBÃO PEIDOU
Lobão peidou. Quem peidou? Lobão. E nem precisou mostrar a mão amarela porque ele mesmo assumiu. Eu não consigo. Nem na vida real nem metaforicamente. Eu não peido. No máximo solto um pum. No banheiro. E por mais que meu “pum” tenha a potência de uma “peida”, chamo de pum. Se não consigo peidar, como declarar que “peido” para a situação do meu país? Jamais. Eu não.
Bem, o fato é que o Senado já passou da fase do “pum” faz tempo. Já não pode ser classificado como “peida” (um amigo diz que termos utilizados no feminino adquirem mais força). O Senado, a Câmara, a Presidência (ou vice-versa) já ultrapassaram os limites do que podemos considerar uma “cagada”. E agora? Não posso vestir a camiseta do movimento PEIDEI. Seria necessário trezentos mil corpos para vestir todas as camisetas que desejo estampar. Preciso de uma com a cara de um palhaço de braços cruzados e expressão emburrada. Acima poderia ler-se “ÓI NÓS AQUI TRAVEIZ...”. A intenção seria usar nas próximas eleições. Estou pensando seriamente em fazer várias e presentear amigos e parentes. Sim. Somos um bando de palhaços. Somos milhões, bilhões contra a CPMF e mesmo assim ela será aprovada pelos babacas que escolhemos para responder por nós. Escolhemos? Que merda. E não vamos fazer NADA! Já pensei em tirar meu dinheiro do Banco ou então comunicar à Empresa que me contrata que doravante só recebo em cash. Mas e aí? Guardo o dinheiro onde? Debaixo do colchão? Não há segurança para isso. Trabalho feito uma corna, longe pacas, gasto mais de 3 horas por dia para ir e voltar - exausta - e não posso dizer nada ao ser “garfada” pelo IR, pela CPMF, pelos impostos “embutidos” ou pelas lojinhas de 1,99 que nunca devolvem meu 1 centavo de troco. Se o reivindico recebo um olhar atravessado da atendente como se querer o MEU troco fosse um assalto. Gostaria de ter livre-arbítrio para decidir o que fazer com o MEU suado dinheiro, com meus investimentos e com o meu troco. Mas não... Não tenho poder sobre o pagamento pelo MEU trabalho. Alguém que se acha mais poderoso do que eu, decide onde e como aplicar meu dinheiro. MENTIRA. Não aplicam em NADA no Brasil. Aqui, só se rouba. Todo mundo rouba de todo mundo e meu marido ainda tem a audácia – ou inocência? - de dizer que o carioca que é malandro. Ei! Eu sou carioca! Nossos filhos idem! Sou absolutamente honesta e no que depender da educação que darei aos meus, eles também o serão.
Bem previu Ney Matogrosso: “Se correr o bicho pega, se ficar, o bicho come”. Estamos todos fodidos e atolados nesta merda que deixamos se instaurar. Será que a única coisa que nos resta fazer é rezar? Acho que até Deus perdeu a fé.
Bem, o fato é que o Senado já passou da fase do “pum” faz tempo. Já não pode ser classificado como “peida” (um amigo diz que termos utilizados no feminino adquirem mais força). O Senado, a Câmara, a Presidência (ou vice-versa) já ultrapassaram os limites do que podemos considerar uma “cagada”. E agora? Não posso vestir a camiseta do movimento PEIDEI. Seria necessário trezentos mil corpos para vestir todas as camisetas que desejo estampar. Preciso de uma com a cara de um palhaço de braços cruzados e expressão emburrada. Acima poderia ler-se “ÓI NÓS AQUI TRAVEIZ...”. A intenção seria usar nas próximas eleições. Estou pensando seriamente em fazer várias e presentear amigos e parentes. Sim. Somos um bando de palhaços. Somos milhões, bilhões contra a CPMF e mesmo assim ela será aprovada pelos babacas que escolhemos para responder por nós. Escolhemos? Que merda. E não vamos fazer NADA! Já pensei em tirar meu dinheiro do Banco ou então comunicar à Empresa que me contrata que doravante só recebo em cash. Mas e aí? Guardo o dinheiro onde? Debaixo do colchão? Não há segurança para isso. Trabalho feito uma corna, longe pacas, gasto mais de 3 horas por dia para ir e voltar - exausta - e não posso dizer nada ao ser “garfada” pelo IR, pela CPMF, pelos impostos “embutidos” ou pelas lojinhas de 1,99 que nunca devolvem meu 1 centavo de troco. Se o reivindico recebo um olhar atravessado da atendente como se querer o MEU troco fosse um assalto. Gostaria de ter livre-arbítrio para decidir o que fazer com o MEU suado dinheiro, com meus investimentos e com o meu troco. Mas não... Não tenho poder sobre o pagamento pelo MEU trabalho. Alguém que se acha mais poderoso do que eu, decide onde e como aplicar meu dinheiro. MENTIRA. Não aplicam em NADA no Brasil. Aqui, só se rouba. Todo mundo rouba de todo mundo e meu marido ainda tem a audácia – ou inocência? - de dizer que o carioca que é malandro. Ei! Eu sou carioca! Nossos filhos idem! Sou absolutamente honesta e no que depender da educação que darei aos meus, eles também o serão.
Bem previu Ney Matogrosso: “Se correr o bicho pega, se ficar, o bicho come”. Estamos todos fodidos e atolados nesta merda que deixamos se instaurar. Será que a única coisa que nos resta fazer é rezar? Acho que até Deus perdeu a fé.
domingo, 15 de julho de 2007
A PAZ
“Não consigo entender quem apunhala um coração e segundos depois tira o punhal do peito – ainda quente –, corta um pão e o lambuza com manteiga.”
Esse era o reincidente pensamento de D. Rosa às 3:46 da manhã. E não havia silêncio suficiente que a fizesse pregar o olho. Tudo o que mais queria era viver em paz. Mas temia que talvez a única possibilidade para realizar seu desejo fosse a morte. Virou o travesseiro de lado e o afofou um pouco. Amava seu marido ainda. Apesar do tempo, das brigas, das decepções, ainda o amava. Ajeitou o lençol cobrindo a orelha mas tomou cuidado para que o braço esquerdo ficasse de fora. Colocou 3 filhos neste mundo. Dois já criados e um já morando debaixo da terra. Morreu ainda bebê, levando todos os sorrisos de sua juventude e também dos anos futuros. Afofou novamente o travesseiro, com mais vigor e enfiou a cabeça na intenção de esconder o ouvido direito bem escondido. O marido dormia ao lado, pesadamente. Era tão silencioso – e ausente – que se não estivesse ali, talvez não a fizesse falta. Porém, a presença dele a deixava segura. D. Rosa tinha medo de fantasmas. Tinha certeza de que se visse algum e desse um grito, o marido a salvaria. Enganava-se. Ele sequer moveria um dedo. Talvez a empurrasse para proteger a si próprio. Era um grande egoísta. D. Rosa enfiava a mão direita debaixo do travesseiro e com a outra tapava a própria boca. Achou que fosse gritar e não queria acordar o cachorro. Não se importava com o marido, mas com o cachorro sim. Seu fiel companheiro. O ser que sabia de todos os seus segredos e que lhe lambera muitas lágrimas. Ela o amava. Às 4:13 descobriu que o amor pelo cão era maior do que o amor pelo marido. Abriu arregaladamente os olhos e, se descobrindo, virou abruptamente para o outro lado. Cobriu-se novamente esticando o lençol com a pinça do dedão e o dedo médio do pé. Um filme chato passava pela sua cabeça: sua vidinha medíocre. Queria saber o que seria se não fosse o que fora por todos estes anos. Pensou em tantas possibilidades que achou melhor logo esquecer para não piorar sua insatisfação com a vida. Pensava nas crianças. Eram filhos maravilhosos mas àquela altura da vida, já criados, tinham suas famílias e quase nenhum tempo para dedicar à mãe. Não sabia se achava melhor assim mas sabia que merecia descansar. Enfiou novamente a mão debaixo do travesseiro e quando deu por si eram 8:14. Adormeceu mas sentia o peso da insônia nas pernas e nas juntas dos dedos. Levantou-se e em jejum lavou a roupa que deixara de molho. O marido a esta altura já havia saído para trabalhar. Não lhe desejara “bom dia”. D. Rosa tomou um banho demorado. Lavou os cabelos delicadamente, passou sabonete duas vezes em cada axila, secou-se e passou talco e hidratante nos pés. Penteou os cabelos olhando-se no espelho. Via ali em algum lugar o rosto bonito da moça que fora. Sentiu inveja de si mesma. Tentou colocar um vestido vermelho que não lhe cabia há anos. Não passava do quadril. Colocou um vestido florido que odiava mas lhe era confortável. Olhou-se no espelho e a moça que fora havia sumido. Sentou-se à mesa de café, serviu uma xícara, colocou duas colheres pequenas de açúcar. Escolheu um pão adormecido bem clarinho, besuntou a faca de manteiga, passou no pulso direito, depois no esquerdo e cortou. Finalmente encontrou a paz.
Esse era o reincidente pensamento de D. Rosa às 3:46 da manhã. E não havia silêncio suficiente que a fizesse pregar o olho. Tudo o que mais queria era viver em paz. Mas temia que talvez a única possibilidade para realizar seu desejo fosse a morte. Virou o travesseiro de lado e o afofou um pouco. Amava seu marido ainda. Apesar do tempo, das brigas, das decepções, ainda o amava. Ajeitou o lençol cobrindo a orelha mas tomou cuidado para que o braço esquerdo ficasse de fora. Colocou 3 filhos neste mundo. Dois já criados e um já morando debaixo da terra. Morreu ainda bebê, levando todos os sorrisos de sua juventude e também dos anos futuros. Afofou novamente o travesseiro, com mais vigor e enfiou a cabeça na intenção de esconder o ouvido direito bem escondido. O marido dormia ao lado, pesadamente. Era tão silencioso – e ausente – que se não estivesse ali, talvez não a fizesse falta. Porém, a presença dele a deixava segura. D. Rosa tinha medo de fantasmas. Tinha certeza de que se visse algum e desse um grito, o marido a salvaria. Enganava-se. Ele sequer moveria um dedo. Talvez a empurrasse para proteger a si próprio. Era um grande egoísta. D. Rosa enfiava a mão direita debaixo do travesseiro e com a outra tapava a própria boca. Achou que fosse gritar e não queria acordar o cachorro. Não se importava com o marido, mas com o cachorro sim. Seu fiel companheiro. O ser que sabia de todos os seus segredos e que lhe lambera muitas lágrimas. Ela o amava. Às 4:13 descobriu que o amor pelo cão era maior do que o amor pelo marido. Abriu arregaladamente os olhos e, se descobrindo, virou abruptamente para o outro lado. Cobriu-se novamente esticando o lençol com a pinça do dedão e o dedo médio do pé. Um filme chato passava pela sua cabeça: sua vidinha medíocre. Queria saber o que seria se não fosse o que fora por todos estes anos. Pensou em tantas possibilidades que achou melhor logo esquecer para não piorar sua insatisfação com a vida. Pensava nas crianças. Eram filhos maravilhosos mas àquela altura da vida, já criados, tinham suas famílias e quase nenhum tempo para dedicar à mãe. Não sabia se achava melhor assim mas sabia que merecia descansar. Enfiou novamente a mão debaixo do travesseiro e quando deu por si eram 8:14. Adormeceu mas sentia o peso da insônia nas pernas e nas juntas dos dedos. Levantou-se e em jejum lavou a roupa que deixara de molho. O marido a esta altura já havia saído para trabalhar. Não lhe desejara “bom dia”. D. Rosa tomou um banho demorado. Lavou os cabelos delicadamente, passou sabonete duas vezes em cada axila, secou-se e passou talco e hidratante nos pés. Penteou os cabelos olhando-se no espelho. Via ali em algum lugar o rosto bonito da moça que fora. Sentiu inveja de si mesma. Tentou colocar um vestido vermelho que não lhe cabia há anos. Não passava do quadril. Colocou um vestido florido que odiava mas lhe era confortável. Olhou-se no espelho e a moça que fora havia sumido. Sentou-se à mesa de café, serviu uma xícara, colocou duas colheres pequenas de açúcar. Escolheu um pão adormecido bem clarinho, besuntou a faca de manteiga, passou no pulso direito, depois no esquerdo e cortou. Finalmente encontrou a paz.
quarta-feira, 11 de julho de 2007
O boneco roxo parte IV: Selando a paz
Semana passada liguei para meu amigo que deu o roxão pra Nina - Clécio - propondo que ele viesse pegar o boneco de volta. Ele teve a petulância de dizer que "não poderia recebê-lo". Não tinha espaço! Hahahaha! Ri muito. Bem, hoje um amigo muito amado veio visitar-me - Ricardinho - e num dado momento disse ter visto "álguém". Sim, ele tivera uma visão. Perguntei logo se era preto ou branco. Ele disse que era "do bem", com certeza. Contei-lhe sobre os episódios com o boneco roxo. Ele, muito otimista disse: "Vanessa, nesta casa há duas crianças. Você acha que não existem outros espíritos por aqui, brincando?" - Neste momento selou-se a paz entre nós: eu e o roxão. Acho que ele já pode ficar.
quarta-feira, 4 de julho de 2007
O boneco roxo - Parte III ou Rinite - Parte I
Quando percebo que perdi o controle sobre as coisas que deveria controlar, me ataca a rinite. É praticamente instantâneo. A única coisa que me deixou feliz hoje - além de saber q meus filhos estão lindos e saudáveis - é ter menos 2kg. Sim, pesei na balança cruel do banheiro mais cedo.
O desgraçado do boneco roxo riu hoje umas 5 vezes. Inacreditável. Não senti medo ainda. Eu disse AINDA, por hoje. Às vezes acho que ele tá rindo da minha cara. É possível mesmo que esse cara esteja debochando de mim. Tô uma pilha hoje. Tudo dando errado. Porque eu não entendo de uma vez por todas que licença-maternidade é pra cuidar do bebê MESMO e páro de querer ajudar à todos os pedintes? Porque eu não páro uma vez na vida de querer resolver os problemas dos outros e resolvo os meus que já são muitos? Meu nariz não pára de coçar. Que saco! Ainda bem que comprei 3 caixas de lenço. Duas do Rei Leão e uma das Princesas. 99 centavos no Mundial...
Sinceramente, vontade de dormir e acordar amanhã um pouco cruel. Amanhã não quero querer ajudar a ninguém, só fazer o que estiver ao meu alcance, POR MIM MESMA que tô ficando por último. Ainda não retifiquei meu IR 2006 e fico querendo abraçar o mundo com as pernas! Alguém me interna, por favor!! Alguém me faz entender que eu tenho que aprender que não posso tudo! EU NÃO SOU A MULHER MARAVILHA! Até porque a mulher maravilha não tem espinhas e eu tenho 3 e tô secando com nicotinamida 4%.
O desgraçado do boneco roxo riu hoje umas 5 vezes. Inacreditável. Não senti medo ainda. Eu disse AINDA, por hoje. Às vezes acho que ele tá rindo da minha cara. É possível mesmo que esse cara esteja debochando de mim. Tô uma pilha hoje. Tudo dando errado. Porque eu não entendo de uma vez por todas que licença-maternidade é pra cuidar do bebê MESMO e páro de querer ajudar à todos os pedintes? Porque eu não páro uma vez na vida de querer resolver os problemas dos outros e resolvo os meus que já são muitos? Meu nariz não pára de coçar. Que saco! Ainda bem que comprei 3 caixas de lenço. Duas do Rei Leão e uma das Princesas. 99 centavos no Mundial...
Sinceramente, vontade de dormir e acordar amanhã um pouco cruel. Amanhã não quero querer ajudar a ninguém, só fazer o que estiver ao meu alcance, POR MIM MESMA que tô ficando por último. Ainda não retifiquei meu IR 2006 e fico querendo abraçar o mundo com as pernas! Alguém me interna, por favor!! Alguém me faz entender que eu tenho que aprender que não posso tudo! EU NÃO SOU A MULHER MARAVILHA! Até porque a mulher maravilha não tem espinhas e eu tenho 3 e tô secando com nicotinamida 4%.
terça-feira, 3 de julho de 2007
O boneco roxo - parte II
Esta madrugada minha mãe disse que acordou com a gargalhada do roxão. Disse que estava tendo um sonho ruim e acordou com a gargalhada. Deus do céu! Preciso dar um fim nesta maldição.
O boneco roxo, berinjela, esquisito... poltergeist
Minha filha ganhou um boneco roxo, pelúcio, com um sorriso largo e olhos grandes. Jeitinho de monstro fofo. Melhor, jeitinho de monstro tentando ser fofo. Ou jeitinho de fofo pra fingir não ser monstro. O que ele faz de interessante? Bem, ao apertar uma de suas mãos ele treme todo, gargalha e diz: "Pára! Ai que cócegas!" - Nina deu atenção no primeiro dia, depois esqueceu o roxão. Bem, o fato é que um dia, numa das viagens do meu marido em que eu dormia em casa sozinha (odeio) com as crianças, o monstro berinjela soltou uma gargalhada às 3 da madruga. Dei um pulo da cama, assustada. Durmo com a porta deles aberta e a babá-eletrônica ligada. Imaginem o tamanho do salto que dei... Corri até o quarto (me cagando de medo, lógico), peguei o desgraçado e o "escondi" no quarto de empregada. Mãe não tem nem direito de ter medo! Lembrei de uma história que Dr. Fábio contou sobre um boneco que nosso amigo Pacheco havia dado para o filho e que também fazia essas artes sozinho, sem ser tocado por seres humanos... Tive medo. Acho sim que existem bonecos poltergeist. Pensei em dá-lo à netinha da minha empregada mas achei que seria uma tremenda sacanagem. Parece aqueles finais de filme de terror da infância onde a maldição era sempre passada adiante, para uma nova família com criancinhas inocentes e musiquinhas macabras pra dar o clima. Fade out. Cruz credo...
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